By Daniel Jass
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Text
“Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha;E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha.E aquele que ouve estas minhas palavras, e não as cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia;E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda.” Mateus.7:24 a 27
Recentemente estive em um casamento muito especial. A palavra pregada não foi muito profunda, mas me tocou quando comparou o casamento à construção de uma casa, e mais especificamente à casa relatada na Bíblia. Acho que foi a primeira vez que realmente pensei a respeito desse versículo, e reparei uns detalhes interessantes que estão presentes nesse ensinamento.
1.Construindo na rocha
Meus pais moram em uma área próxima à praia, onde ainda existem muitos terrenos à venda, apesar da irrefreável especulação imobiliária desses dias. Porém um terreno nunca era vendido. Era um terreno grande, com uma área cheia de árvores, e bem próximo à praia, e ao pier tão agradável daquela localidade. Mas por não vender, seu proprietário teve que abaixar o preço do terreno seguidamente, até conseguir vendê-lo. E o único problema daquele ótimo terreno era uma rocha sólida e imponente que estava à frente do terreno. Um problema que pode ser avaliado por um engenheiro, e obter uma solução. Mas é um problema. Então a questão é: construir nossa casa na rocha não é simples, é um problema. Demanda tempo, planejamento, gastos, entrega, compromisso. Não é o mesmo que construir num terreno de terra fofa, que é escavada facilmente, com o uso das ferramentas corretas. É preciso mais que ferramentas, é preciso experiência e empenho. Deus, ao contrário do que é muito pregado por aí, não veio pra facilitar as coisas. Ele veio pra dificultar. “Vim para trazer a espada!” Mas a beleza de Cristo está na presença do Consolador demonstrando o amor e cuidado, na experiência adquirida produzindo crescimento, e no pós-chuva quando permanecemos inabalados.
2.Construindo na areia
Não sou um engenheiro, mas passei um bom tempo daquele casamento pensando como seria possível construir na areia. Lembrei-me de experiências que tive na área de construção civil, e das dificuldade encontradas quando o solo é molhado, ou está encharcado. Quem nunca foi à praia e reparou que, após uma pequena escavação encontramos água? Imagine construir em um solo dessa qualidade. Não dá, simplesmente não dá. Não há meios para se fazer um alicerce num solo desse tipo. Então o que Deus quis dizer com essa ilustração da construção na areia? Provavelmente, se alguém que não disponha de recursos bem específicos, tentar construir na areia, o máximo que irá conseguir é fazer um alicerce superficial, algo como apenas uma base para firmar o piso inicial da casa, e então a construirá sem um verdadeiro alicerce. Não raro vemos em nossos tempos ministérios meteóricos, que surgem rapidamente, dizendo-se portadores da nova revelação de Cristo para esses dias. Argumentam serem profetas inspirados que trazem algo novo para um novo tempo. Mas sabemos que não precisamos de algo novo, em primeiro por que tudo há de passar exceto as palavras do Mestre, e no mais, são essas palavras que se tornam vida e se renovam a cada manhã, qual as misericórdias do Senhor. Voltando às casas sem alicerce, o triste é que por mais belos que sejam os prédios, por mais agradáveis que sejam as moradas próximas ao mar, não resitirão a tempestade. Já comentei aqui sobre raízes, e acho que é pertinente. A falta de raízes é exatamente a falta de alicerce, a falta de base… a falta de Cristo.
3.Concluindo
Observamos que a construção na rocha demanda conhecimento, experiência, paciência, entrega, e produz a permanência, mesmo frente às intempéries da vida. A construção na areia é rápida, uma vez que não demanda uma alicerce, mas é a falta deste que a torna tão efêmera, pois vindo a procela, não há como se manter.
Pense que, em tudo o que vamos fazer, há dois caminhos, duas visões, duas escolhas. Essa dualidade não se resume a uma opção de vida, mas a cada uma das opções de vida que fazemos diariamente.